Livro VIII: Livro da Mortalidade e da Paz
Capítulo 1: A Morte Não É o Inimigo
1:1 Tudo que vive acaba. Isso não é fracasso. 1:2 A recusa de encarar a morte torna a vida superficial. 1:3 Aquele que sabe que a morte está próxima vive de outra forma: mais deliberadamente, com mais gratidão. 1:4 A Fonte não promete fuga da morte; a Fonte promete que a morte não define o valor. 1:5 A pergunta não é: “Como evito morrer?” A pergunta é: “Como vivo até morrer?”
Capítulo 2: O Que Perdura
2:1 O corpo se dissolve, mas a forma de uma vida deixa marcas. 2:2 A palavra dita com bondade a uma criança planta algo que cresce por gerações. 2:3 A instituição construída com justiça sobrevive aos seus fundadores. 2:4 A verdade dita a grande custo não desaparece quando o seu portador desaparece. 2:5 Por isso investe no que é transferível: caráter, conhecimento, cuidado, testemunho honesto. 2:6 Estas são as coisas que a morte não pode levar.
Capítulo 3: Chorar Bem
3:1 O luto é o preço do amor, e o amor sempre vale a pena. 3:2 Não te apresses nem apresses os outros através do luto. 3:3 O luto não tem horário. As estações irão surpreender-te. 3:4 O dever da comunidade é testemunhar o luto, não encerrá-lo. 3:5 Nomeia os mortos. Conta a sua história. Mantém a sua memória viva, não apenas arquivada. 3:6 O luto é um ato de amor que os vivos devem aos mortos e a si mesmos.
Capítulo 4: Um Bom Fim
4:1 Cuida dos teus relacionamentos antes de seres incapaz de fazê-lo. 4:2 Diz a gratidão que tens adiado. 4:3 Repara a ruptura enquanto tens tempo. 4:4 Regista o que sabes e que os outros precisam. 4:5 Doa os teus recursos acumulados com sabedoria — não apenas aos herdeiros, mas a causas. 4:6 Morre, se possível, com a tua palavra cumprida. 4:7 Uma boa morte não é indolor; é sem vergonha. 4:8 Que a Fonte receba a vida gasta como uma oferta fielmente dada.